Desenvolvedora de Pokémon Go diz que jogo foi feito para ajudar na prática de exercício

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O game Pokémon Go está disponível há pouco tempo e em poucos países (precisamente Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos), mesmo assim já é um fenômeno de download e repercussão.

Pokémon Go, no entanto, tem chamado a atenção, pois está incentivando os jogadores a interagirem com o mundo real de uma forma diferente — a ponto de alguns deles fazerem algum tipo de exercício. E era exatamente esse tipo de interação que a Nantic, empresa do Google de realidade aumentada que desenvolveu o app, queria com Pokémon Go.

“O jogo em si foi feito para facilitar interações na vida real”, disse John Hanke, CEO da Nantic, em entrevista ao Business Insider.

Ninguém pode negar que essas interações não estão acontecendo, aliás, algumas bem esquisitas. Tem gente que descobriu um cadáver enquanto caçava Pokémon, alguns passaram a reclamar de dores nas pernas por caminharem pelas redondezas onde moram, outros ainda chegaram a ser presos por roubarem jogadores que iam a determinadas PokéStops.

Na entrevista ao Business Insider, Hanke resumiu os objetivos que a equipe de Pokémon Go pensou durante o desenvolvimento:

Exercício: um monte de apps fitness vêm com uma bagagem muito pesada, o que acaba fazendo você se sentir como um atleta olímpico fracassado, quando na verdade você só está tentando ficar em forma. Pokémon Go foi feito para fazer você se movimentar ao prometer um Pokémon como recompensa, em vez de colocar pressão em você.

Ver o mundo com novos olhos: o objetivo do jogo é dar a você um pequeno empurrão em direção a coisas legais e interessantes em sua vizinhança ao transformar pontos de referências reais e locais históricos em Pokéstops e ginásios, onde jogadores podem batalhar. Ao encorajar a exploração, o Pokémon Go pode fazer sua vida melhor de alguma maneira.

Quebrar o gelo: em todos os lugares do mundo, jogadores estão organizando passeios com Pokémon Go para andar em torno do lugar onde vivem para buscar Pokémon. Em níveis maiores, jogadores precisam se associar a outros para conquistar os ginásios. Isso torna o jogo um “quebrador de gelo”, que dá às pessoas uma razão para gastarem tempo juntas.

Esta não é a estreia da Nantic em games de realidade aumentada. O primeiro deles foi o Ingress, um jogo móvel baseado em localização disponível para Android e iOS. Nele, o jogador tem de explorar sua região e reivindicar territórios. Durante o pico, Ingress chegou a ter milhares de jogadores e, de certa forma, ele foi a base de desenvolvimento para o Pokémon Go.

Aliás, é importante lembrar que em 2014, o conceito do Pokémon Go foi uma pegadinha de primeiro de abril no Google. Na época, jogadores poderiam caçar Pokémon dentro do Google Maps.

Resta saber se Pokémon Go será uma febre passageira ou se será um sucesso sólido, capaz de engajar convertidos e não-convertidos para o mundo de Pokémon.

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