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À primeira vista, Gears of War e a saga cinematográfica de Star Wars não parecem ter nada a ver um com o outro. Além da óbvia diferença de serem mídias diferentes, toda a brutalidade e violência do game exclusivo da Microsoft não combina com o misticismo da Força e a luta contra o lado negro visto nos filmes. Locust não são Sith, e Marcus Fenix definitivamente não seria um Jedi.

Justamente por isso, é interessante perceber semelhanças no recém lançado Gears of War 4 com o Episódio VII – O Despertar da Força, quando vistos como dois produtos culturais que têm o compromisso de continuar o legado deixado pelo passado e, talvez, atingir um novo público.

Paralelos entre Gears of Wars e Star Wars

Tanto o último Star Wars quanto o novo Gears compartilham de algumas características em comum: ambos são um novo capítulo que se passa muitos anos após os acontecimentos das obras anteriores (que são trilogias) e introduzem uma nova geração de heróis. No caso de Gears 4, eles são JD Fenix, filho de Marcus Fenix, o seu melhor amigo Del e a forasteira Kait.

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As semelhanças não param por aí e o aspecto em que Gears 4 fica assustadoramente parecido com o Episódio VII é na figura do passado, que retorna para ajudar e guiar os novos protagonistas. O Han Solo dessa história é um também envelhecido Marcus Fenix e, assim como o famoso contrabandista espacial, acaba se tornando o elo com o passado e a figura familiar para os antigos jogadores.

Inclusive, é por meio do antigo herói da guerra contra os Locust que temos de novo o contato com os equipamentos icônicos da série, como as armaduras dos COGs e a famosa Lancer com motosserra. Até aquele momento, Gears 4 já nos havia apresentado as novidades e avanços dos mais de 20 anos que se passaram naquele mundo, entre eles os robóticos Deebees como inimigos e armas mais tecnológicas.

Por isso que, quando Marcus mostra seu antigo arsenal, guardado como se fossem relíquias em um museu, é um sentimento parecido de quando vemos Rey encontra o sabre de luz de Luke Skywalker. Aquelas são armas de um passado quase esquecido e que serão mais uma vez usadas para combater uma nova ameaça.

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Talvez por todas essas semelhanças, sendo elas coincidências ou não, Gears of War 4 acaba seguindo também os passos de O Despertar da Força em apostar no seguro. Afinal, uma das principais críticas ao filme dirigido por J.J Abrams foi justamente repetir a estrutura narrativa dos filmes antigos: a personagem que sai de um planeta desértico para ser o (a) grande herói(na).

A mesma crítica pode ser feita para Gears of War 4, que se prende demais na mesma jogabilidade dos anteriores, com um progresso linear e hordas de inimigos em áreas feitas para usar a famosa mecânica de cobertura. Até mesmo alguns conceitos são repetidos. Quer um exemplo? A partir da segunda metade do jogo começamos a enfrentar os Swarms. Eles podem até ter esse nome no game, mas, na prática, não passam de uma nova versão dos Locusts.

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Se essa repetição vai incomodar ou não vai depender da ligação dos jogadores com a série e, verdade seja dita, o estúdio The Coalition fez um bom serviço em manter a jogabilidade que tanto fez a série ter sucesso, além de adicionar uma ou outra novidade para quebrar o ritmo. Entre essas novidades estão os fenômenos naturais de tempestade de areia e raios que agora assolam o planeta Sera e modificam o campo de batalha. Pena que essas são situações pontuais e que acontecem de forma pré-definida em partes específicas.

Modo Horda mais interessante no multiplayer

Já a surpresa positiva ao jogar Gears foi deparar com momentos em que a mecânica do famoso modo Horda do multiplayer são inseridos na campanha. Quando elas acontecem, o jogador precisa fortificar um ponto com ferramentas de proteção e armamentos para combater a onda de inimigos que vão aparecer de tempos em tempos. Isso foi uma boa sacada para adicionar mais estratégia para um jogo que antes era, essencialmente, atirar em tudo que se move. Além de criar uma boa tensão ao querer eliminar todos os inimigos.

Quando George Lucas vendeu Star Wars para a Disney, a empresa tinha uma responsabilidade enorme de fazer com que a série voltasse a ser o que era antes, por isso é até compreensível eles não terem se arriscado tanto com o Episódio VII. Com Gears of War, a situação foi bem parecida, já que a Microsoft comprou a marca da criadora Epic Games e formou a The Coalition exclusivamente para cuidar dos jogos a partir de então.

Por Gears 4 ser o começo de uma nova saga, em uma nova plataforma, é que ele aposta no seguro para entregar um jogo que, mesmo só expandindo ideias estabelecidas dos anteriores, faz isso de uma forma que ainda continua sendo divertido. Isso vale tanto para a campanha principal quanto para o Horda, o modo que continua sendo o destaque para a parte Multiplayer, e que agora está maior e com mais possibilidades para se defender dos inimigos, sejam eles os novos Locust ou os Deebees.

Gears of War 4 dificilmente vai marcar o Xbox One como o primeiro jogo fez no Xbox 360, mas ele usa muito bem todo o poderio da atual geração para a série continuar relevante no mundo dos videogames… ou em uma galáxia muito distante.

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