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Dragon Ball Fusions é mais um game inspirado pelo anime e mangá de Akira Toriyama, mas que desta vez chega de forma exclusiva ao Nintendo 3DS. O jogo é um RPG, com batalhas em turnos, e traz história inédita e bem diferente do material original da série. Confira o que achamos, na análise completa do jogo:

Em um planeta muito distante…

Dragon Ball Fusions começa em um planeta distante e não identificado, com o personagem que o jogador criou. Antes de iniciar a aventura, é preciso escolher seu herói, definindo sua raça: “Humana”, “Saiyajin”, “Namekuseijin”, “Alien”, entre outras, e também configurar a aparência e detalhes visuais – além do nome.

Logo após isso, somos apresentados ao amigo de seu personagem, que está buscando pela última “Esfera do Dragão”. Estas concedem qualquer desejo de quem reunir todas as sete esferas, que depois se separam e são espalhadas novamente pelo universo.

A dupla em questão, incluindo seu personagem, resolve desejar participar do “melhor torneio de luta já feito, somente com os participantes mais fortes, levando tudo muito a sério”. Eles, então, são transportados para um planeta “novo”, que é mais ou menos uma cópia do mundo de “Dragon Ball Z”, reunindo praticamente todos os personagens centrais.

O game pode decepcionar inicialmente, por nos colocar para controlar personagens que não são parte da saga, mas sim figuras inéditas. Porém, os heróis e vilões que amamos ou odiamos estão presentes e, apesar de não serem os principais, podem ser controlados nas lutas, que são em sua maioria em grupos.

Dragon Ball + Final Fantasy

Dragon Ball Fusions é um legítimo RPG, e notamos isso logo no primeiro combate, contra “Raditz” e “Nappa”. As lutas são em turno, e não em tempo real, bem diferente do que vemos em Dragon Ball: Xenoverse ou Tenkaichi Budokai, por exemplo.

As batalhas funcionam de forma mais ou menos simples: uma barra de tempo mede quando o próximo personagem vai atacar, seja ele aliado ou inimigo. Na sua vez, basta escolher qual tipo de golpe será aplicado, seja ele corporal ou à distância, como uma explosão de Ki ou um golpe especial.

O dano é calculado de acordo com a performance do jogador durante o golpe, que precisa apertar alguns botões no momento certo e também direcionar seu ataque, para que ele não seja defendido pelo oponente. O mesmo vale para quando estiver defendendo. Isso torna os combates bem dinâmicos e nada repetitivos, já que seria um risco manter apenas a opção de “pressionar um botão no menu e atacar”.

O jogo se esforça bastante para manter os combates com muita emoção, graças a animações dinâmicas que ocorrem dentro das batalhas, como prédios ou montanhas sendo destruídas, por conta dos golpes dos personagens – ou quando um deles é lançado contra uma estrutura, por exemplo, pelo efeito devastador de um “Kamehameha”.

Uma das grandes novidades do game é o sistema de fusões. Assim como no desenho, personagens podem se fundir e criar um novo, misturando dois ou mais heróis. Temos formas clássicas, como “Gotenks” e “Vegito”, mas há espaço para a criação do jogador, com alguma liberdade até.

Quanto mais avançamos na história, mais personagens temos para desbloquear, unir ao nosso grupo e fundir, tendo novas e inusitadas misturas, nunca antes vista em outro game e nem mesmo na série de TV ou no mangá original. As fusões, claro, também participam da batalha, e trazem novas formas de combate.

Como um legítimo jogo de Dragon Ball, as lutas são o foco principal, mas há alguma exploração e diálogos entre os personagens. A exploração é um pouco dura e chata, principalmente pelos controles. Para voar é preciso pressionar o botão R, enquanto o analógico do 3DS apenas guia a câmera. É um método um pouco estranho, mas que se acostuma com o tempo.

Além disso, há segredos destrancáveis, cenários para liberar, personagens extras e escondidos e batalhas que só serão ativadas se o jogador realizar alguns pequenos requisitos, que não são de conhecimento geral. Como um todo, Dragon Ball Fusions se garante como RPG, apesar de também ter lutas divertidas, e o foco nos combates.

Os gráficos estão a par com o que o 3DS ainda pode trazer. Todos os personagens possuem um estilo meio “chibi”, ou seja, menores que o tamanho real, mas isso não quer dizer que estejam infantilizados ou bobos. Estão até caprichados, com boas animações e com direito a dublagem em japonês original.

Conclusão

Dragon Ball Fusions pode não ser um “Xenoverse” para o 3DS, mas traz elementos novos e interessantes à plataforma, como o sistema de fusões, que apresenta personagens inéditos para a saga. Os combates são bem elaborados e com sistema equilibrado, apesar de a jogabilidade fora deles não ser das melhores. Visualmente, também não é o game mais bonito da série, apesar de estar a par com o que o portátil pode fazer.

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