PF prende Diego Jorge Dzodan vice-presidente do Facebook

A Polícia Federal prendeu Diego Jorge Dzodan, vice-presidente do Facebook na América do Sul. A ordem de prisão preventiva foi expedida pela Comarca de Lagarto (Sergipe) após a rede social descumprir ordens judiciais.

Dzodan é argentino e representa o Facebook e Instagram na América do Sul há dez meses. Ele foi detido no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e será levado para a custódia da polícia em Sergipe.

Em comunicado, a PF diz que a rede social não quis ajudar em “investigações que tramitam em segredo de justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas”.

Segundo a Folha, a decisão está relacionada ao WhatsApp, que pertence ao Facebook. A empresa não colaborou numa investigação do tráfico de entorpecentes de uma quadrilha local, que se comunica pelo aplicativo.

Não é a primeira vez que o WhatsApp se recusa a ceder informações de seus usuários. No ano passado, a Justiça exigiu o bloqueio do WhatsApp em todo o país, e o motivo envolvia uma investigação criminal feita pelo Grupo de Combate às Facções Criminosas (GCF) em São Bernardo do Campo.

Esta pode ser mais uma forma de pressionar o Facebook e WhatsApp a liberarem dados dos usuários. Isso lembra um caso semelhante de 2012: na época, o diretor-geral do Google Brasil foi detido pela Polícia Federal.

A Justiça Eleitoral exigiu que dois vídeos do YouTube fossem removidos, por fazerem acusações sem provas a um candidato a prefeito em Campo Grande (MS). O Google não acatou quatro ordens judiciais, mas depois que o diretor-geral foi detido, a empresa removeu os vídeos.

Este é o comunicado, via Jota:

Na manhã de hoje, 01/03, na cidade de São Paulo/SP, Policiais Federais deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo Criminal da Comarca de Lagarto/SE, Dr. Marcel Maia Montalvão, em face de cidadão argentino residente no Brasil, representante do Facebook para a América do Sul.

Tal prisão foi representada pela Polícia Federal do Estado de Sergipe, considerando o reiterado descumprimento de ordens judiciais em investigações que tramitam em segredo de justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas.

O Facebook informou que não comentará a prisão do executivo.

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